O deputado federal Wilson Picler, vice-líder do PDT, adiantou nesta segunda (8), em reunião com a bancada de deputados federais no auditório da UTFPR, que o Paraná tem R$ 30 milhões reservados no Orçamento Geral da União para projetos de apoio e fomento à educação básica – ensinos fundamental e médio.Os recursos estão garantidos graças a duas emendas apresentadas por Picler, aprovadas pelo Congresso Nacional e inclusas no Orçamento do governo federal para 2010. “É o nosso trabalho na Câmara de Deputados: apoio total à educação como principal instrumento de transformação da sociedade”, disse.
Dos R$ 30 milhões aprovados, R$ 12,5 milhões são para o apoio ao desenvolvimento da educação básica. Outros R$ 17,5 milhões foram aprovados para o fomento à incubadoras de empresas e parques tecnológicos. A liberação dos recursos depende da aprovação de projetos encaminhados por setores da sociedade, escolas, cooperativas e prefeituras interessadas na área de ensino.
Ensino básico – Integrante titular da Comissão de Educação, Picler ressaltou a importância do reforço e atualização do ensino básico no Paraná e no Brasil, para manter o interesse dos estudantes a seguirem a carreira acadêmica até a conclusão do ensino superior.
“O atual modelo de ensino não está dando perspectivas de futuro aos nossos jovens. Precisamos saber o que está acontecendo de errado, reavaliar e atualizar os conteúdos que estamos transmitindo aos alunos”, frisou.
Os argumentos do pedetista se baseiam em números recentes do Ministério da Educação e Cultura que apontam um quadro negativo de abandono escolar. “Hoje, no Brasil, temos perto de 36 milhões de estudantes no ensino básico. Esse número cai drasticamente para oito milhões no ensino médio e para apenas cinco milhões que freqüentam curso superior, deixando uma demanda aberta de vagas em nossas universidades públicas”, analisou.
Estudantes – Segundo Picler, essa ociosidade de estudantes nas universidades públicas é prejudicial ao sistema de ensino porque a população deixa de aproveitar a boa estrutura dos centros de educação e o governo acaba aplicando recursos sem necessidade.
“Temos capacidade para comportar de 12 a 15 milhões de estudantes na educação superior. Por isso, precisamos melhorar a qualidade do nosso ensino básico para estimular os estudantes a seguirem a carreira acadêmica”, concluiu.
Fonte: http://www.juntosembrasilia.com.br/?p=430











