“Não se mede o valor de um homem pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais” – É com este pensamento do ilustre Charles Chaplin que marcou a história da humanidade com suas realizações que eu inicio meu artigo.Diz a sabedoria da Logosofia que o ser humano pode ser rico em bens materiais e pobre de espírito ao mesmo tempo se não souber cultivar a sua riqueza material, voltada para o bem de si mesmo, de seus semelhantes e da sociedade. De nada adianta acumular riqueza se não aplicar para a construção de uma sociedade humanista. O Brasil é o 6° país que mais movimenta a economia do Mundo atualmente e é o 85° no Ranking da Educação, segundo IDH, índice de desenvolvimento humano. Há uma contradição entre o materialismo e o progresso intelectual, e até mesmo espiritual, pois os índices de violência se perpetuam na atual cultura.
Justo seria que a liberdade para manter o equilíbrio viesse quando o ser compreendesse que para ter seus direitos adquiridos deve vir acompanhado dos deveres. Dever cívico no mínimo. Mas há um processo espiritual que deveria guiar as mentes que possuem a oportunidade econômica de ocasionar transformações sociais e culturais na sociedade por meio do poder econômico, principalmente porque quem tem poder pode avançar em investimentos na educação e pautar a mídia de massa para questões importantes do país como: Reforma Política, por exemplo mas principalmente reforma Educacional, reforma ambiental, reforma social e reforma econômica.
Na maioria das vezes, tanto se critica a cultura mas esquece de refletir quem pode mudar isto, nem sempre o poder está nas mãos “iluminadas”, infelizmente. Seja o poder político, seja o poder econômico, poder judiciário.
Analogia: Injusto da minha parte seria cobrar de quem não tem o que oferecer, portanto, justo é que os abastados assumam suas responsabilidades pelas fortunas. É claro que dar o peixe aos que carecem não vai solucionar os seus problemas mas se dar a vara e ensinar a pescar, pode-se estar colaborando com alguém. E que não seja qualquer vara. Lembrando que apenas a vara para quem está passando fome também não adiantará. Por isso investir em educação para que as pessoas conheçam seus direitos e deveres é fundamental, estimular as pessoas a viverem e participarem da sociedade com dignidade. Inclusão social sempre é importante numa cultura que celebra os muros das desigualdades e pouco se esforça para promover a paz por meio da justiça social.
Retomando o assunto, quero dizer que é muito importante o trabalho e o empenho de cada um nas suas áreas de vocação, cada um possui suas habilidades e cada função no Mundo desde que seja para agregar valor na humanidade merece o respeito e reconhecimento de todos.
Espero que o resultado seja valorizado e recompensado, tanto os que colaboraram com a obra de forma manual(empregados) quanto os que colaboraram de forma intelectual, gerindo o processo, os chamados “patrões”. Todos são importantes para o resultado final da obra/serviço e ainda tem a relação com clientes e fornecedores mas a reflexão é. Que tipo de cultura estamos produzindo dia-a-dia com nossos pensamentos e atitudes? Reconstruindo uma nova cultura ou reproduzindo a mesma?
Quando a riqueza, resultado de todo trabalho de muitas pessoas envolvidas, for “julgada” com critérios justos para valorizar cada colaborador, respeitando-o como ser humano acima de tudo, se tornará uma obra humanista, pois a função do trabalho é colaborar no processo de construção da sociedade e servir algo útil a humanidade. É neste rumo que a sociedade deve seguir.
Avareza, Vaidade em excesso e egoísmo são destrutíveis, não agregam valor e são reflexos da atual cultura, precisamos equilibrar a crítica com a auto-crítica antes de julgar o próximo ou substimá-lo.
A inteligência do ser humano deve ser aplicada para o bem da humanidade e não para egoísmo.
Infelizmente tanto se critica a cultura pois a maioria das pessoas que almejam ou que já estão com algum poder, seja político ou econômico, “formam um quisto social, sendo precisamente estes os verdadeiros afãs da cobiça e com uma mesquinhez que beira o inconcebível, buscam o domínio econômico para implantar seu reinado se opressão e humilhação”. “Desgraçadamente a usura é o grande incentivo em suas vidas”
Lamentável é que as pessoas confundem com os que atuam no trabalho com nobres propósitos e visão humanitária. Estes deveriam ocupar os espaços para ter a oportunidade de formular a tão necessária transformação social.
Entretanto, ensina a sabedoria Logosófica, não se deve cair na decepção, pois o homem tanto há de sofrer por seus erros, haja vista que vive uma cultura em decadência, no final das contas terá de se convencer que somente a sua inteligência aliada a um conhecimento da realidade da vida humana em seu amplo sentido poderá resolver muitas situações de conflito.
Não vivemos sem o bens materiais mas é importante saber o que fazer com ele quando conquistamos. Responsabilidade e Planejamento. A humanidade precisa de pessoas conscientes e com nobres ideais em suas ações. Que o poder econômico e o poder político seja usado com sabedoria para o progresso de todos, são os meus sinceros desejos.
Segue abaixo pequenas citações de alguns pensadores que refletiram sobre a consciência materialista:
“Às vezes não possuímos grandes bens materiais, mas somos miseráveis, pois nos especializamos em reclamar e valorizar o que nos falta e não nos alegrar pelo que temos e somos. A sensibilidade depende de nossa visão e postura de vida”. Augusto Cury
“Os seres humanos são dotados de uma natureza tal que não deveriam apenas possuir bens materiais, mas deveriam antes possuir sustento espiritual. Sem o sustento espiritual, torna-se difícil adquirir e manter a paz de espírito”. Dalai Lama
“Quem perde seus bens perde muito; quem perde um amigo perde mais; mas quem perde a coragem perde tudo.” Miguel de Cervantes
“Queres ser rico? Pois não te preocupes em aumentar os teus bens, mas sim em diminuir a tua cobiça”. Epicuro
“Tudo em nós é mortal, menos os bens do espírito e da inteligência”. Ovídio
"A ostentação por bens materiais leva o indivíduo há cegueira e a insanidade." César Jihad
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