Há um interesse especial pelos relatos que dizem respeito ao neurodesenvolvimento dos bebes e das crianças, bem como ao efeito das experiências iniciais sobre a aprendizagem. Os campos da neurociência e da ciência cognitiva estão ajudando a satisfazer essa curiosidade sobre como as pessoas pensam e aprendem.A aprendizagem modifica a estrutura física do cérebro:
As mudanças estruturais alteram a organização funcional, ou seja, organiza e reorganiza o cérebro.
Partes diferentes do cérebro podem estar preparadas para aprender em tempos diferentes.
Os neurocientistas estudam a anatomia, fisiologia, a química e a biologia molecular do sistema nervoso, com particular interesse em como a atividade cerebral se relaciona com o comportamento e a aprendizagem.
No nascimento o cérebro humano possui apenas uma proporção relativamente pequena dos trilhões de sinapses que no fim terá.
Adquire cerca de dois terços do seu tamanho adulto após o nascimento. O resto das sinapses é constituído após o nascimento, e uma parte desse processo é guiada pela experiência.
Papel da instrução no desenvolvimento cerebral
Sem dúvida, o cérebro pode armazenar informações. Mas que tipos de informação? Os neurocientistas não tratam dessas questões. Responder a elas é o trabalho de cientistas cognitivos, pesquisadores educacionais e outros estudiosos que investigam os efeitos das experiências sobre o comportamento e o potencial humanos. Diversos exemplos ilustram como a instrução em tipos específicos de informação pode influenciar os processos naturais de desenvolvimento.
Pesquisas indicam que a mente não é apenas um mecanismo de gravação passivo, ao contrário, ela está ativamente em ação, tanto armazenando como recordando as informações. Um estudo demonstra que, diante de uma série de eventos apresentada em seqüência aleatória, as pessoas a reordenam em seqüências que fazem sentido quando tentam recordá-la. O fenômeno do cérebro ativo é bem ilustrado pelo fato de que a mente pode “lembrar” coisas que, na realidade, não aconteceram.
Em resumo, palavras, imagens e outras categorias de informação que envolvem processamento cognitivo complexo a partir da repetição ativam o cérebro. A ativação põe em movimento os eventos que estão codificados como parte da memória de longo prazo.
É comum dizer que os avanços na compreensão do desenvolvimento do cérebro e dos mecanismos da aprendizagem tem implicações substanciais para a educação e para a ciência da aprendizagem. Alem disso, alguns estudiosos do cérebro, apoiados freqüentemente numa base cientifica frágil, ofereceram conselhos que foram incorporados em publicações voltadas para educadores. Conclusões básicas:
1. Organização funcional do cérebro e da mente depende da experiência e se beneficia diretamente dela.
2. O desenvolvimento não é um mero processo de desdobramento impulsionado biologicamente, mas também um processo ativo, que obtém informações essenciais da experiência.
3. A pesquisa mostrou que algumas experiências tem efeitos mais intensos durante certos períodos sensíveis, enquanto outras podem afetar o cérebro durante um tempo mais longo.
4. Uma questão importante a ser determinada com respeito à educação é saber que coisas estão associadas a períodos críticos (por exemplo, alguns aspectos da percepção fonêmica e da aprendizagem da linguagem) e para quais delas o tempo de exposição é menos crítico.
Observação: Este artigo é um resumo de um trabalho apresentado na minha Pós-Graduação na Universidade Federal do Paraná do Curso de Especialização em Comunicação Política e Imagem ligado ao Departamento de Ciências Sociais da disciplina Metodologia e Didática do Ensino Superior. (Dezembro 2011)
Resumo feito por Cristiano Bassa - www.cristianobassa.com.br