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“Anonymous” defendem a liberdade de expressão na internet


IMAGEM-EDITORIAL (www.cristianobassa.com.br): Grupo de ativistas digitais é conhecido por seus ataques virtuais contra governos tiranos e corporações que se manifestem contra a liberdade na internet. “ANONYMOUS” são a favor de uma nova ordem Mundial, da liberdade de expressão pela internet e da democratização da informação, da socialização do conhecimento representada pelo compartilhamento de dados pela web, através da troca de informações e interações entre os internautas, que transmitem a energia do Mundo real e incorporam na realidade digital para que o maior número possível de pessoas possa ter o mesmo acesso.

A proposta da nova legislação do Governo Norte Americano é produzir um monopólio do poder e a ditadura da internet, é a política que censura a liberdade da informação e a liberdade de expressão.

“Somos guerreiros em prol da liberdade da internet”, é assim que os “hacktivistas” conhecidos como ANONYMOUS se definem. Pouco se sabe sobre o grupo, mas tudo indica que tenha surgido de maneira mais organizada nos idos de 2008 e é composto por centenas de pessoas espalhadas por todo o planeta.

Dentro do grupo não existe figura de líder e nem regras, é bem provável que os participantes não saibam os nomes reais de seus companheiros. Os “anonymous” que compõem a legião de ativistas digitais agem de maneira coordenada na elaboração e execução de ataques virtuais contra grandes corporações e governos, a construção de suas políticas de ações é horizontal, e não vertical e lembra aquela sabedoria indígena: “Não caminhe na minha frente, talvez eu não queira seguí-lo, não caminhe atrás de mim, talvez eu não saiba liderar, caminha ao meu lado, para que possamos caminhar juntos”.

A noite da última quinta-feira (19/01/2012) entra para a história da era digital como um marco na incessante de luta do governo americano contra a “falsa pirataria”. O FBI conseguiu tirar do ar o Megaupload, serviço de hospedagens de arquivos na internet útil por mais de um bilhão de usuários. Além disso, foram presos os principais diretores da empresa, entre eles o fundador do site, o alemão Kim Schmitz, todos acusados de violação de direitos autorais, o que se viu foi um ato tirano de uma minoria, lesando uma maioria, uma ação antidemocrática e contra a liberdade de expressão no espaço digital em nome de uma falsa moralidade: “o combate a pirataria pela internet”.

Foi apenas uma questão de tempo até que o grupo Anonymous se manifestasse através do seu perfil no Twitter, anunciando a #OpPayback (operação vingança). Depois de publicar a expressão “tango down”, termo que no universo dos games sinaliza a eliminação de um alvo, os sites do FBI, Justiça americana, Universal Music Group, Associação da Indústria de Gravação da América (RIAA) e também da Associação Cinematográfica (MPAA) saíram do ar.

Mas este foi apenas um de uma série de ataques assumidos pelo grupo nos últimos anos. Confira abaixo ocasiões recentes nas quais Anonymous mostrou o poder que tem de atormentar a vida de gente poderosa, e também criminosa, na internet.

Operação Darknet

O grupo alegou ter conseguido o IP, número usado por um computador para se conectar à internet, de visitantes de um site de pornografia infantil. Numa manobra virtual, conseguiram induzir que tais usuários baixassem uma suposta atualização de um software usado para ocultar a identidade na web. Na realidade, porém, tais usuários foram direcionados a um servidor controlado pelo Anonymous que armazenava o IP dos visitantes.

Brasil tem 159 ataques hackers em 24 horas


O Brasil entrou na rota dos piratas da internet. Sites brasileiros sofreram, nas últimas 24 horas, 159 ataques, de acordo com o monitor da web em tempo real da consultoria Akamai. Hackers fazem um movimento mundial para derrubar páginas da web como forma de protesto contra ações do governo dos Estados Unidos de conter a pirataria na internet, como o fechamento do Megaupload, maior site de compartilhamento de dados do mundo.

O grupo Anonymous no Brasil informou ter feito ataques durante a madrugada a domínios que pertencem ao governo do Distrito Federal, o df.gov.br. Por volta do meio dia, no entanto, o site institucional funcionava normalmente.

Outro grupo hacker, o Ghost of Threads, assina a invasão ao site da cantora Paula Fernandes, da gravadora Universal Music. O site internacional da gravadora, aliás, também está inacessível desde sexta-feira. A página da cantora ficou fora do ar até por volta das 13 horas e trazia uma mensagem em inglês dos invasores: “Se o Megaupload caiu, você também caiu.”

Grupos hackers vêm promovendo uma série de ataques nas última duas semanas. Na noite de sexta, os piratas invadiram a página da presidência da França, que agora voltou ao normal. Na quinta-feira, eles derrubaram o site do Departamento de Justiça norte-americano, ao qual está vinculado o FBI. O órgão de investigação tirou do ar o Megaupload e prendeu o fundador da empresa, Kim Schmitz, por violação às leis norte-americanas antipirataria.

De acordo com o monitor da Akamai, os países onde houve maior número de ocorrências nas últimas 24 horas, foram os Estados Unidos (335), Taiwan (218), Rússia (180) e China (168). Em seguida vem o Brasil. Na Europa, foram 280 ataques.

Entenda o caso

A discussão sobre o combate à suposta pirataria na internet se intensificou nas últimas duas semanas nos Estados Unidos, por causa de propostas de nova legislação sobre o tema e da ação do FBI, em parceria com a polícia da Nova Zelândia, para fechar o site Megaupload.

A ofensiva contra os criadores do site desencadeou dois tipos de resposta. Os gigantes do mundo digital, como Google e Facebook, se disseram simpáticos às medidas da legislação, mas ponderaram que é importante impedir que novas leis extrapolem esse objetivo e se tornem ferramentas de cerceamento da internet, ao mudar a lógica e a arquitetura da rede. A pressão fez com que dois projetos sobre o assunto, os já célebres Sopa e Pipa, fossem retirados da pauta do Congresso americano.

História de ações dos “hacktivistas”

Operação Independência

O dia da independência no México ficou marcado por um grande ataque perpetrado pelo grupo aos sites de órgãos estatais do país. O motivo foi o de protestar contra a violência constante que atinge o país há anos. O terror tem origem no poder que os cartéis de droga detêm em território mexicano.

Ataque a Bolsa de Valores de Nova York

Em outubro passado, o Anonymous invadiu o site da New York Stock Exchange (NYSE), a poderosa bolsa de valores da Big Apple. O ataque foi realizado como apoio ao movimento Occupy Wall Street que na época havia acabado de montar acampamento na região sul de Manhattan. O Anonymous chegou a declarar guerra contra a entidade depois da prisão de manifestantes da ocupação.

Visa e MasterCard

Em 2010, em pleno calor da divulgação dos documentos secretos do exército americano pelo Wikileaks, estas duas empresas resolveram bloquear doações feitas para a organização. O resultado foi que, por algumas horas, as bandeiras Visa e Mastercard ficaram completamente fora do ar.

Matéria Jornal Registra adaptado com informações do portal Exame